Especialista nesse mercado, Antonio Wrobleski preferiu não comentar a reestruturação da Ryder, companhia à frente da qual esteve por mais de 10 anos, no País, até julho passado, mas concordou em falar ao DCI sobre como vê os rumos da cadeia que envolve o setor automotivo. “2009 não será tão forte e haverá queda no volume. Como as empresas estão com o pé no freio, isso afetará toda a cadeia, inclusive a de logística”, analisou, ao complementar que vê possibilidade de recuperação a partir de abril próximo. Conforme apurou o DCI, executivos do setor logístico já trabalham com a tônica de que em 2009 pode haver um retrocesso de três anos no segmento, e a indústria automotiva tenderá a voltar a patamares de 2006 – com uma produção de 2,4 milhões de carros, o que influenciará diretamente as empresas que transportam para o setor.
Caso Ryder
Ao dizer que “as atuais condições econômicas representam um grande desafio para as empresas em todos os setores”, Greg Swienton, Chairman e CEO da Ryder, comunicou que a empresa fechará as portas no Brasil, Argentina e Chile, além de interromper gradualmente contratos na Europa. As operações e contratos que serão interrompidos, correspondem a uma receita bruta estimada em US$ 200 milhões e a um rendimento operacional de cerca de US$ 120 milhões, ou seja, cerca de 3% da receita consolidada em 2007, de acordo com a empresas.
Calcula-se que mais da metade dos negócios da Ryder nos países da América do Sul, estavam concentrados no setor automotivo. “Com base no aperfeiçoamento do modelo empresarial que implementamos desde a desaceleração da economia, e no benefício dessas medidas estratégicas, estamos em posição de competir de forma eficaz nesse atual cenário”, afirmou Swienton, por meio de comunicado oficial.
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