Publicado por: adrianolog | Dezembro 22, 2008

Queda na logística automotiva derruba Ryder na América do Sul

SÃO PAULO – As empresas de logística que têm forte atuação na distribuição de peças ou veículos para a indústria automotiva começam a se reorganizar para minimizar os impactos da desaceleração no setor, em tempos de férias coletivas forçadas e de estoques acumulados no pátio das montadoras. Ontem, a saída da norte-americana Ryder Logística do mercado sul-americano – Brasil, Argentina e Chile – deu sinais de que os operadores destas cargas estão correndo para evitar perdas. A Ceva Logistics, por exemplo, busca a diversificação dos negócios em outros setores, apesar de crer no potencial do segmento automotivo. Um dos principais players do setor, a Tegma Gestão Logística, que transportou mais de 280 mil veículos no trimestre entre julho e setembro deste ano, o que representa cerca de 80% dos negócios, também atua em outros segmentos, como de combustíveis, papel e celulose e suco de laranja.

Especialista nesse mercado, Antonio Wrobleski preferiu não comentar a reestruturação da Ryder, companhia à frente da qual esteve por mais de 10 anos, no País, até julho passado, mas concordou em falar ao DCI sobre como vê os rumos da cadeia que envolve o setor automotivo. “2009 não será tão forte e haverá queda no volume. Como as empresas estão com o pé no freio, isso afetará toda a cadeia, inclusive a de logística”, analisou, ao complementar que vê possibilidade de recuperação a partir de abril próximo. Conforme apurou o DCI, executivos do setor logístico já trabalham com a tônica de que em 2009 pode haver um retrocesso de três anos no segmento, e a indústria automotiva tenderá a voltar a patamares de 2006 – com uma produção de 2,4 milhões de carros, o que influenciará diretamente as empresas que transportam para o setor.

Caso Ryder

Ao dizer que “as atuais condições econômicas representam um grande desafio para as empresas em todos os setores”, Greg Swienton, Chairman e CEO da Ryder, comunicou que a empresa fechará as portas no Brasil, Argentina e Chile, além de interromper gradualmente contratos na Europa. As operações e contratos que serão interrompidos, correspondem a uma receita bruta estimada em US$ 200 milhões e a um rendimento operacional de cerca de US$ 120 milhões, ou seja, cerca de 3% da receita consolidada em 2007, de acordo com a empresas.

Calcula-se que mais da metade dos negócios da Ryder nos países da América do Sul, estavam concentrados no setor automotivo. “Com base no aperfeiçoamento do modelo empresarial que implementamos desde a desaceleração da economia, e no benefício dessas medidas estratégicas, estamos em posição de competir de forma eficaz nesse atual cenário”, afirmou Swienton, por meio de comunicado oficial.

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=9&id_noticia=266426


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